Sucesso profissional

Sucesso profissional

Macaco já foi gente, então, tudo o que esse bicho faz pode ser imitado, até certo ponto. Além, vira macaquice. Mas, voltando ao tema da nossa conversa de hoje, informo-lhe que estudiosos do comportamento dos chimpanzés publicaram na edição mais recente da revista New Scientist o resultado de estudos que fizeram com os animais na selva. O jornal que reproduziu a matéria deu o seguinte título: “Macacos têm a fórmula do sucesso profissional”.

Garanto ao estimado leitor, à querida leitora, que não sou uma pessoa egoísta. Quando aprendo qualquer coisa vou logo distribuindo as minhas dádivas, porque o conhecimento só tem valor se compartilhado. Evidentemente, não ensino o pulo do gado, porque aí já demais. Faço esta ressalva por honestidade, por amor àqueles que dedicam tempo à leitura destas mal traçadas linhas, ou mal digitadas, sei lá!

Acredito, no entanto, que neste momento o mais interessante é saber como os macacos obtêm sucesso no cotidiano. Os cientistas fizeram uma comparação entre a selva e o ambiente urbano e elaboraram cinco regras. A primeira delas é saber trabalhar em equipe. Os macacos trocam favores para atrair a simpatia e obter alguma vantagem no futuro, como dividir comida com o bando, na esperança de receber apoio em eventuais disputas. “No emprego, o trabalhador deve cultivar fortes alianças, dar assistência e pedir favores, quando é preciso”, diz o estudo.

A regra número dois estipula que, embora seja importante contar com a simpatia dos colegas, mais primordial é ser aliado do chefe. Entre os primatas, quem passa mais tempo alisando o chefe do bando conta com o apoio deste em possíveis desavenças. Regra três: os macacos não guardam rancores. Eles se beijame abraçam depois de uma briga, o que limita a chance de futuros desentendimentos.

Regra número quatro: jogar limpo. “Não há nada mais revoltante quando se descobre que o colega recebe todos os créditos por um trabalho feito pela coletividade. É uma situação injusta, a qual semeia um ambiente de desarmonia”. No meio da macacada isso é inadmissível.

A quinta e última regra entre os chimpanzés, segundo os cientistas: ser bom chefe. Primata que se sente agredido pelo seu superior apresenta altos níveis de hormônio do estresse, o que pode levar a problemas de saúde, como pressão alta. “Ser um bom chefe é ter equilíbrio entre a liderança e a motivação da equipe”, garantem. Conclusão minha: no caso dos humanos, não há necessidade de se ficar alisando o chefe, pois seu nome pode cair em “bocas de matildes”. Seja-lhe apenas solidário. Bancana, não?

augustofidelis1@gmail.com

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