Sobram palhaços no circo azul

José Carlos de Oliveira

O circo que se tornou o Cruzeiro Esporte Clube com a administração nefasta do senhor Wagner Pires de Sá e de seu antecessor, Gilvan de Pinho Tavares, não para de levar os apaixonados pelo clube estrelado a novos e tristes momentos de desespero, já batendo o desânimo com o clube do coração. 

Não bastasse ter causado o rebaixamento da Raposa, só faltou os "homis" armarem um picadeiro na sede administrativa do clube, para enfim ter os palhaços nos seus devidos lugares.

Farra corporativa

É vergonhoso constatar (vem sendo noticiado numa série de reportagens no site do Superesportes) como a antiga administração fez farra com os cartões corporativos do clube. Pagavam tudo com a grana da Raposa e, se bobear, deve ter até algum encontro com "garotas de programa", tão sem caráter era este bando de "pseudos" dirigentes, marginais de primeira grandeza.

Mais uma

A última da semana é do ex-presidente Zezé Perrella, o moço da cocaína no helicóptero. Dizem as más línguas que é ele o pai da proeza de contratar um "Pai de Santo" para livrar o clube do vexame do rebaixamento. Desceu ao fundo do poço e deu no que deu, a Raposa falida e ainda devendo uma "graninha" para o macumbeiro de plantão.

Em tempo

Para o bem da verdade, temos que citar também o outro lado. O sr. Reginaldo Muller Pádua nega ser pai de santo e diz que o "serviço" prestado a Zezé Perrella (sem citar o que era) foi outro.

Sobrou até para o Juventus

E nesta história da macumba sobrou até para o Juventus (de Divinópolis) e seu presidente Aroldo Calixto. É que no currículo de Reginaldo, de 58 anos, enquanto jogador de futebol na década de 80, consta uma passagem pelo clube azul do Centro-Oeste mineiro.

Reginaldo, o zagueiro Piquete, teve passagens ainda por outros clubes, como Vasco da Gama, Atlético, Internacional e Corinthians, além do Rio Branco do Espírito Santo, pelo qual disputou o Campeonato Brasileiro.

Pandemia aumenta as dívidas

Se não bastasse não ter receitas para cobrir os gastos mais essenciais de seu dia a dia, com a paralisação do futebol brasileiro, que ainda demora algum tempo para voltar à normalidade, Cruzeiro e Atlético têm que conviver com um drama ainda maior, a desvalorização do Real frente ao Euro, que faz aumentar em alguns milhões as dívidas que os dois clubes têm que saldar na Federação Internacional de Futebol (Fifa), por processos movidos por clubes do exterior.

Para já

Se o Cruzeiro, que tem uma dívida de cerca de R$ 30 milhões para saldar até o fim do mês de maio, o Atlético vê o drama mais de perto. É para já. Se não saldar um débito de cerca de 2,2 milhões de euros ainda hoje, o Galo perderá três pontos no próximo Campeonato Brasileiro e ainda corre o risco de sofrer outras sanções por parte da Fifa.

Entenda o caso

O imbróglio vem do tempo de Alexandre Kalil na presidência do Galo, quando o alvinegro adquiriu os direitos econômicos do meia-atacante Maicosuel, comprado à Udinese, da Itália. Isto em 2014. Com a cotação do euro nesta época de pandemia, a dívida em reais já passa dos 15 milhões, dinheiro que o presidente Sérgio Sette Câmara afirma não ter em caixa para saldar o débito.

Com multa e juros, a dívida é de 2,2 milhões de euros (cerca de R$ 13,3 milhões). Mas há ainda um acréscimo de 18% em impostos (aproximadamente R$ 2,4 milhões), atingindo o valor final de R$ 15,7 milhões.  Não somente, um drama, uma pena, ou seriam dezenas, centenas...

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