Sem R$ 120 milhões: o que perdemos!

Bob Clementino 

O governador Pimentel (PT), ao segurar nos cofres do Estado as verbas que tocam à Prefeitura de Divinópolis, inviabilizou o governo Galileu Machado (MDB). 75% deste dinheiro retido destina-se à área da Saúde. Se esta verba tivesse sido liberada em tempo certo, o governo Galileu poderia ter-lhe dado a direção necessária e adequada na Saúde, por exemplo:

- estruturado melhor a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto para que pacientes tivessem um atendimento digno e eficiente; 

- aumentado o número de Programas Saúde da Família (PSFs), garantindo o atendimento preventivo e aliviando, assim, o atendimento emergencial;

- investido mais no Complexo de Saúde São João de Deus;

- pagado boa parte das contas do Município;

- tapado os buracos das ruas.


Ajustamento de contas

Cometeram suicídio político os vereadores (eleição dirá) que não organizaram uma equipe para atuar nas redes sociais, divulgando seus trabalhos durante o mandato e até esclarecendo as críticas que receberam nas plataformas virtuais. Agora, que chegamos ao último ano de mandato, a imagem dos edis já está praticamente consolidada. Terão que tentar a
reeleição com o que deixaram até agora para avaliação popular e especialmente do eleitor. Com o volume de informações que hoje os eleitores recebem, inclusive via internet, é possível mensurar o desempenho de cada vereador, distinguir quem agiu contra a governabilidade por picuinhas, acinte ou eventuais questões pessoais, partidárias, e quem agiu para defender os interesses do município. Em outubro, a fatura vai chegar.

Incompreensível!

Ainda não consegui entender o raciocínio de alguns edis com relação à aprovação da planta genérica de valores do IPTU. É que alguns deles criticam que há – pasmem-se! – 56 mil imóveis pagando IPTU a valores de pirulitos, pão de queijos e outras guloseimas, mas, na hora de votarem a revisão para corrigir essas aberrações, não aprovam o projeto da planta de
valores, de maneira que imóvel e preço se harmonizem.  Com isso, a Prefeitura perde um inestimável valor tributário. E mais: às vezes, até inculcam nos populares pouco informados que a revisão corresponderia, de forma genérica, mero aumento de IPTU, o que não é verdade, apesar dos 25 anos sem revisar. 

Prejudicaram e muito!

Sou forçado a repetir a cantilena de sempre para melhor explicar minha tese: o orçamento do Município não é suficiente para pagar em dia os salários dos servidores e ainda atender à demanda de obras do município. Para piorar,  os governadores seguraram nos cofres do
Estado verbas que cabem à Prefeitura. Considerando toda a situação geradora de desequilíbrio financeiro, o prefeito Galileu enviou à Câmara Municipal o projeto de revisão da planta genérica do IPTU, objetivando com a retificação dos tributos sobre imóveis (são cerca de
56 mil pagando preço de pirulito) para aumentar a receita do Município. E o que aconteceu? A oposição impediu sua votação. Por quê? Para dificultar a Administração Galileu Machado? Ou faltou ao governo um articulador político para negociar com a oposição essa aprovação? Enfim, a verdade é que, para aumentar a receita da Prefeitura, de modo a ter caixa para pagar em dia os servidores e ainda cumprir as promessas de campanha, é de suma importância a aprovação da revisão do IPTU. E mais: que os próximos vereadores eleitos em 2020  aceitem reduzir pela metade as despesas da Casa Legislativa e devolvam à Prefeitura os valores economizados, em torno de R$ 40 milhões a preço de hoje. Pensem nisso,  pré-candidatos a prefeito!

Pauta 2020

Uma das reivindicações que sempre  aparecia nas pautas de promessas de campanha de todos os candidatos a vereador ou a prefeito era a construção das obras previstas para o nosso anel rodoviário. Essa já saiu do papel. Embora com transtornos (naturais) causados aos
pedestres e motoristas, estão a todo vapor. Sem dúvida, uma grande obra. Finalmente, Divinópolis terá um trevo à altura de seu prestígio. Ficaram então para eleição 2020 as promessas de terminar e colocar em funcionamento o hospital público, a construção dos interceptores de esgotos pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em vários riachos que são esgotos a céu aberto e a entrega do sistema de tratamento de esgoto do rio Itapecerica. Há outras reivindicações por parte da população que pouco a pouco vamos colocando aqui no espaço.

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