Recado dos eleitores

Bob Clementino 

Fabiano Tolentino (CDN), que ocupava, como suplente, a vaga na Câmara Federal, deixa o cargo, após o afastamento de Bilac Pinto (DEM) do governo Zema (Novo) e retorno ao Legislativo Federal. Tolentino está pagando o preço do seu erro de avaliação político-eleitoral. Em 2014, Fabiano Tolentino obteve, em Divinópolis, 23.430 votos; em 2018, 18.284 votos. Perdeu, portanto, 5.146 votos em quatro anos de mandato. O ex-deputado não percebeu, ao tempo da campanha, duas coisas:  que um número expressivo de eleitores o preteria (sabe-se agora que eram 5.146) e que uma dobradinha eleitoral com Cleitinho elegeria os dois. Embora do mesmo partido, não trabalharam juntos na eleição de 2018. Tolentino insistiu em se candidatar a deputado federal, ignorando a possibilidade real de rejeição e desconsiderando o desejo de Cleitinho de se candidatar a para a Câmara Federal. Analistas eleitorais avaliam que, se Tolentino cedesse a vaga de deputado federal para Cleitinho e disputasse a reeleição para a Assembleia Legislativa, ambos teriam sido eleitos. Bom, mas isso agora ficou na história e o fato é que Tolentino não tem mais um mandato para chamar de seu.

Sobrevida eleitoral sem mandato

Será que Fabiano Tolentino (CDN) é pré-candidato a prefeito de Divinópolis? Se for, terá apoio do deputado Cleitinho (CDN)? Pode ser que o partido Cidadania, 

ao qual ambos são filiados, exija esta parceria oficial. Mas a pergunta é se na campanha eleitoral Cleitinho vai mesmo apoiar eventual campanha a prefeito de Fabiano Tolentino. E por que a dúvida? Porque, de certa forma, por estratégia política ou por erro de avaliação, Cleitinho deixou de ser candidato a deputado federal para se eleger estadual, por não ter o seu parceiro de partido lhe cedido a vaga. Como está a relação política nos bastidores do partido Cidadania entre os dois políticos? Superaram as desavenças? Confiam politicamente um no outro? Tenho minhas dúvidas, mas só o tempo dirá se Cleitinho vai ajudar a eleger Tolentino, caso este saia candidato a prefeito, até porque Cleitinho também ainda não desistiu da ideia de ser chefe do Executivo de Divinópolis.

 Restos mortais insepultos

Na coluna de quarta-feira, 11, alertei candidatos a cargos eletivos que o perigo está no detalhe. Um erro no discurso, um gesto politicamente incorreto pode jogar por terra toda uma imagem positiva construída durante anos. Por isso pergunto: quem é o responsável pela obra que causou o desabamento do Cemitério da Paz em Divinópolis, deixando corpos dessepultos? Nas ruas, o zum-zum- zum é de que a obra pertence a uma família de políticos divinopolitanos. Se são responsáveis ou não, o desgaste político está corroendo a credibilidade da família. Nestes tempos de redes sociais, quanto mais rápido as responsabilidades pela catástrofe forem definidas, melhor. Em tempo: as explicações dadas da forma tímida como foram feitas não atingiram o grande público.

 Quem avisa amigo é!

 Pré-candidatos: Como manter o hospital público?

 Existem várias formas de um eleitor avaliar a capacidade administrativa de um pré-candidato a prefeito. Uma delas é apresentar-lhe a pauta de demandas da cidade e observar se ele tem soluções factíveis para elas. Agora que o vice-prefeito, Rinaldo Valério (DC), anunciou que a Vale vai terminar a construção do hospital público, sugiro aos eleitores divinopolitanos que cobrem, do pré-candidato que pretendem apoiar, como um eventual governo dele contribuiria com o Estado para sustentar o hospital público de Divinópolis. Mais caro que terminar a construção do hospital, será mantê-lo funcionando.

Hoje: sexta feira 13

Há pessoas que ficam com medo em toda sexta 13. Elas imaginam que algo ruim pode acontecer e, por isso, preferem se resguardar e evitam cruzar com gatos pretos, quebrar espelhos, passar por debaixo de escadas e outras crendices que "dão azar”. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos. Mas, como tudo não passa de lendas, desejo uma boa sexta-feira para todos vocês, meus leitores.

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