Pressão

Preto no Branco 

Devido à pandemia do coronavírus, o assunto está meio que de lado, mas engasgado na garganta de alguns. Deputados na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) podem derrubar veto de Romeu Zema (Novo), caso o governador decida por sancionar somente o aumento, de 42%, para a Segurança Pública. A informação repercute após a declaração feita na semana passada pelo secretário de Estado de Governo, Bilac Pinto, de que o governo tem sido pressionado a não reajustar os salários dos servidores públicos. Neste momento, certamente, não dá para pensar nisso, mas logo, logo a cobrança virá. 

Diálogo 

O líder do bloco de oposição na ALMG, André Quintão (PT), diz que os parlamentares consideram justo e legítimo o acordo que o governo fez com a Segurança Pública, mas que as outras áreas do funcionalismo estadual também devem ser ouvidas. Para ele, é um equívoco não abrir o diálogo com essas categorias. O deputado ainda afirma que há votos suficientes para derrubar o veto e que, por isso, deveria haver um processo de negociação. Queda de braço desnecessária, visto que todos os envolvidos conhecem bem a situação financeira do Estado.

Recesso antecipado

É clara e notória a situação do Estado em relação ao coronavírus, menos para o chefe maior da nação, que ignora o caos somente em Minas, mas em todo o país. Mesmo com medidas drásticas adotadas, como a suspensão das aulas, a previsão é de que serão necessários pelo menos mais dois meses para a diminuição da contaminação. Pensando neste prazo, o governo de Minas decidiu antecipar recesso escolar do mês de julho. As aulas estão suspensas desde o dia 18, mas a medida está valendo desde a última segunda-feira, 23.  A criançada e quem já havia planejado algum compromisso não vão gostar nem um pouco, porém, é melhor aceitar porque dói menos. 

Alinhar 

O que não pode, neste momento de temor da população, é haver desencontro de informações. O Ministério da Saúde (MS), os governadores de Estado e presidente não agirem em sintonia é o cúmulo do absurdo. Pelo pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a sensação que se tinha era de que eram representantes de países diferentes. Situação que levou  o chefe na Nação a se reunir ontem por videoconferência com governadores e ministros dos Estados. A pauta? Alinhamento das ações de enfrentamento ao coronavírus. Tomara que sirva para consertar parte da lambança. 

Impactos 

Se as recomendações de órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) não servem como parâmetro, faça o que der na telha e colha os resultados depois.  Mas, aí, cuida só da parte econômica e deixa o vírus consumir pelo menos uns 10% da população, caso não se adote as medidas de prevenção contra a doença – respeitando as determinações. Se assim for feito, é preciso muito mais ações efetivas do governo federal para minimizar os impactos econômicos nos Estados. Exatamente isso que foi cobrado por Romeu Zema ao presidente da República. Momento muito delicado, talvez o mais, dos últimos 100 anos, mas em que é necessária a preservação da vida, e isso é obrigação de quem está no poder. 

Corrente do bem 

Lembrando aos que “não estão nem aí" que, combater o coronavirus, como a dengue e outros complicações ligadas à saúde que se alastram como rama daninha, não é obrigação somente das autoridades competentes. É nossa também. É gratificante ver que parte do divinopolitano vem dando exemplo. Mesmo em meio a tanta preocupação em virtude da disseminação do vírus, a solidariedade tem feito a diferença para diminuir a propagação do vírus. Universidades, professores, alunos, empresas, sindicatos e muita gente da cidade dão bons exemplos e estão fabricando ou comprando itens básicos de prevenção ao Covid-19 e doando à Saúde local. Gente do bem que faz a diferença.

Hospital 

E o único hospital que atende pelo SUS na cidade também precisa urgente destes produtos. Por isso, o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) tem que ser beneficiado em uma corrente do bem para proteger funcionários e pacientes. Então, que tal doar máscaras, aventais e luvas para a unidade de saúde? Precisamos da ajuda de vocês, seja com os materiais, seja em dinheiro. Se não souber comprar os materiais específicos, doe dinheiro. Há o risco de a demanda aumentar nos próximos dias e um de nós ou familiares podem estar entre os pacientes. Pense nisso! 

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