Prefeitura pode retirar lixo hospitalar, diz juiz

 

 

Ricardo Welbert 

O juiz da Vara de Fazenda Pública, Núbio de Oliveira Parreiras, disse ontem que a Prefeitura de Divinópolis pode, caso queira, remover os 350 metros cúbicos de lixo hospitalar armazenados em um galpão no Centro Industrial. A informação é da advogada Juliana Liduário, que defende a dona do imóvel alugado pelos empresários responsáveis pelo descarte ilegal. Ela se reuniu com o magistrado e também com o prefeito Galileu (PMDB). O jurídico do governo quer mais tempo para estudar o caso. 

— O juiz me disse que o Município, se quiser, pode resolver o problema administrativamente, mesmo com o caso sub judice [sendo objeto de ação judicial]. Após pagar pela remoção do lixo, a Prefeitura poderá cobrar dos responsáveis, que poderão ser tanto a empresa, que já foi condenada, quanto as cidades que pagaram pelo descarte do lixo, caso a Justiça também as condene. Ou seja: agora a remoção desse lixo só depende da boa vontade — diz Juliana ao Agora.

A reportagem não conseguiu contato com Núbio Parreiras.

 Executivo 

Depois de se reunir com o juiz no Fórum, a advogada foi à Prefeitura, onde esteve à mesa com Galileu e equipe. Segundo ela, o procurador do Município disse que precisa de mais tempo para ler todo o processo. Mas ontem venceu o prazo de dez dias que o vereador Dr. Delano (PMDB) concedeu à Prefeitura para que estudasse o caso e se posicionasse publicamente sobre.

— Tiveram todo esse tempo para ler e entender tudo, mas não o fizeram e agora querem mais tempo. O procurador disse que depois de estudar o processo, precisaria se reunir com o prefeito. Mas todos ali já conhecem a história de cor e salteado. Só estão querendo ganhar mais tempo. Quem perde com isso é a população que vive perto do local onde todo o lixo está e também todos os outros moradores de Divinópolis, que ficam vulneráveis a vários tipos de doenças que podem surgir do lixo hospitalar — pontua Juliana.

Embora a assessoria de imprensa da Prefeitura tenha acompanhado a reunião, nada foi divulgado sobre o assunto. 

 

 

 

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