Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão em relojoeiro que enganava vítimas em Divinópolis

Bruno Davi Bueno

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu nesta quarta-feira, 18, um mandado de busca e apreensão na residência de um homem, de 45 anos, suspeito de estelionato em Divinópolis. Segundo informações da 7º Região da Polícia, durante a ação da PCMG, foram recuperados relógios e joias.

Diversas formas de enganar as vítimas

As investigações tiveram início a partir de denúncias realizadas pelas vítimas aos policiais. Segundo elas, foram entregues ao investigado joias para consertos, além de ouro para confecção de peças, porém, os mesmos não tiveram as peças restituídas.

Além dessa forma de trapaça, o investigado também tinha outras maneiras de enganar os clientes e ficar com as mercadorias.

Outras vítimas informaram que compraram alianças e efetuaram o pagamento, contudo, ao retornarem à loja para receber a mercadoria, recebiam uma nova previsão de entrega, até que o estabelecimento encerrou suas atividades, sem o devido ressarcimento aos clientes.As investigações apontam que o suspeito propunha indenização pelos prejuízos às vítimas que lhe procuravam. No entanto, os pagamentos foram realizados com cheques de terceiros, que não foram compensados devido ao talão possivelmente ter sido extraviado.

Já para outras vítimas, o empresário teria forjado pagamentos, por meio de depósitos bancários, apresentando comprovantes das transações. Porém, os envelopes utilizados para as transações estavam vazios. Segundo apurado pela PCMG junto à Receita Federal, a empresa do investigado está inapta desde 24/01/2019.

Indivíduo poderá responder por estelionato

De acordo com a delegada responsável, Adriene Lopes, as investigações apontam que o investigado obteve vantagem ilegal em prejuízo das vítimas.

— Elas tiveram que suportar um prejuízo considerável, muitas, além do financeiro, também o sentimental, vez que entregaram a ele ouro ou joias antigas de família para que fossem transformadas em outras peças e nunca mais viram suas relíquias. Outros, pagaram por alianças que não foram entregues — contou a delegada.

Ainda segundo a delegada, ao final do inquérito o suspeito poderá responder pelos crimes de estelionato e apropriação indébita, em suas formas consumadas. Ela informa que os relógios e joias apreendidos poderão ser restituídos aos seus donos, mediante algum meio de comprovação de propriedade.

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