Páscoa

Israel Leocádio 

Olá! Como vai? Estamos chegando ao dia de comemoração da Páscoa. Para a maior parte das pessoas é tempo de comer chocolate de vários sabores. Dia de presentear amigos e parentes com bombons. A produção de chocolate está a todo vapor, já há alguns meses, produzindo chocolates de variados sabores e formas, mas prevalecendo a figura de ovo de chocolate (campeão na preferência). 

Há, porém, uma atmosfera diferente neste ano de 2020. Uma sensação ruim, também (não sei se apenas eu tenho tido essa sensação). Acredito que aquele vírus (tão citado) seja o responsável. Não me recordo de ter vivenciado um momento de Páscoa com tamanha sensação ruim! Os mercados já colocaram os ovos de páscoa em suas gôndolas, abriram mais espaço para exposição de chocolates. Estão lá!... Aguardando que as pessoas comprem. Apesar da dedicação do comércio, não parece, desta vez, que os ovos de páscoa sejam o alvo do olhar das pessoas. Estamos mais preocupados com a manutenção da própria vida. 

Reafirmo que a sensação é ruim! Parece pairar uma “nuvem de morte” sobre os homens. Invisível, mas, sem dúvida, muito real. Então, penso eu que essa nuvem assustadora, acontecendo próximo da Páscoa, deixa as pessoas um pouco incomodadas. E não é para menos!

Mas será que todos sabem o real sentimento que a Páscoa deveria trazer a nós? Será que conhecemos o sentido da festa? Esse sentimento, a que me referi, é de tudo estranho à memória da Páscoa? Quem sabe não seja o momento para descobrirmos? Acredito que o que sentimos hoje nos ajudará a compreender o sentimento correto da Páscoa. Vou resumir a história:

 

A Páscoa (heb. Pesach - significa “passagem”), é uma festa de origem judaica. Foi instituída por Moisés (líder hebreu), no dia da saída do povo de Israel da escravidão, da terra do Egito. Isso ocorreu no século XV a.C. Naquele dia 17 de Nisã (nome do mês em hebraico), o Senhor visitaria o Egito com uma terrível praga, que mataria todos os primogênitos, em todo o território egípcio (essa era a retribuição pela mortandade de crianças hebreias, promovida em grande escala por ordem dos faraós). Na ordem dada ao Senhor, os hebreus deveriam matar um cordeiro e passar seu sangue nos umbrais das portas (Êxodo 12.7). A morte visitaria todo o Egito à meia-noite (Êxodo 12.29) e entraria em todas as casas onde não houvesse o sangue do cordeiro (Êxodo 12.12). Mas, nas casas marcadas com sangue do cordeiro, a morte “passaria por cima” e não entraria (Êxodo 12.13). Assim fizeram os hebreus, e o anjo da morte “passou” (pesach) por cima de suas casas, deixando seus filhos vivos.

Ao ler esta história, talvez você tenha percebido a atmosfera que pairava sobre todos naquele dia. Não era uma atmosfera de doçura e nem de festa (por isso os judeus comem ervas amargas na Páscoa até hoje, para lembrar a dor e a amargura da escravidão, bem como daquela noite). A “morte” não respeitaria posição social, nem idade. Ela respeitaria apenas “o sinal do sangue do cordeiro”.

Agora, familiarizados com a atmosfera da Páscoa (semelhante à que estamos vivendo em razão do coronavírus), podemos fazer um apontamento importante: “A mesma verdade se faz até hoje!”. A morte eterna ainda visita a todos os homens. E tal morte não respeita credo, condição social, autoridades nem pessoas simples. Ela respeita apenas um “sinal de sangue” – o de Jesus (O cordeiro de Deus, que foi morto, e seu sangue derramado para remir o homem pecador). O profeta João Batista disse, quando se lhe aproximou Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O apóstolo João afirmou: “o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado” (1 João 1.7). O apóstolo Paulo afirmou: “somos salvos pelo sangue de Jesus” (Romanos 5.9). Também fez um paralelo entre o cordeiro morto para salvação dos hebreus no Egito, com Jesus, morto por todo o que nele crê. 

Em meio a toda essa comoção causada pelo vírus ‒ que tem gerado ansiedade pelo futuro incerto, que tem deixado todos apreensivos quanto a uma possível contaminação e morte ‒ se faz mister compreender a realidade espiritual que está em toda esta situação. Talvez tenhamos a oportunidade de refletir na salvação pelo Cordeiro de Deus, exatamente porque estamos em meio a essa atmosfera de angústia e ansiedade. E, assim como o povo hebreu foi salvo da mortandade ‒ porque creu na Palavra do Senhor e marcou suas casas com o sangue do cordeiro, depois levaram o cordeiro para dentro de suas casas para se alimentar dele ‒, hoje, também, podemos crer no sangue do Cordeiro de Deus, e levá-lo para dentro de nossas casas. “Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Coríntios 5.7). A morte, que foi vencida por Jesus, respeitará o sinal do Cordeiro. Isso é a celebração da Páscoa cristã. Que você tenha uma feliz Páscoa!

 

Israel Leocádio

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