Onze vereadores rejeitaram a denúncia contra prefeito. Apoiado!

 

Os leitores da minha coluna neste jornal sabem que sou um crítico contumaz da atuação da maioria dos vereadores de Divinópolis. Mas, agora que 11 edis rejeitaram o pedido protocolado pela Associação de Advogados do Centro-Oeste (AACO) contra o prefeito Galileu Machado (MDB), estou de pleno acordo com eles.

Entenda a questão: a AACO protocolou na Câmara Municipal um pedido para que fosse instaurada uma comissão processante para investigar se as provas contidas nas gravações feitas por Marcelo Marreco com o prefeito eram verídicas ou não. Onze edis votaram contrariamente à pretensão da associação.

Desconheço as razões que levaram os 11 vereadores a negar o pedido da AACO, até porque votaram sem poder justificar seus votos. Coisas do Regimento Interno da Casa. Mas sei os motivos que me levaram a apoiar os 11 vereadores que votaram contra a proposta da AACO. É que já está instaurada na Câmara a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar os áudios vazados envolvendo o prefeito e Marcelo Marreco, seu ex-aliado político.

O que tem a ver o pedido que a AACO protocolou contra o prefeito Galileu Machado e a CPI já criada na Câmara Municipal? — Tudo a ver, pois os vereadores já irão verificar estas questões e responder a elas, via CPI, criada para este fim.

Não há sentido que a Casa Legislativa gaste dinheiro público com duas investigações com os mesmos propósitos. Barco que segue.

 Trem de passageiros: Divinópolis pode ter um 

Em 2012, foi anunciado que Divinópolis participaria do “Projeto Trem Sobre Trilhos Metropolitanos”. Seria um ramal de trem urbano que sairia de algumas cidades de Minas em direção a Belo Horizonte, com trechos que beneficiariam Betim, Contagem, Sete Lagoas e Divinópolis.

Porém, ao revisarem esse formato, Divinópolis ficou de fora. Segundo o coordenador do Programa de Mobilidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Samuel Henckel Cunha e Silva, Divinópolis não foi descartada de vez e esta hipótese poderá ser tratada no futuro.

Diante dessa perspectiva e possibilidade, candidatos a deputado estadual e federal de Divinópolis precisam ficar atentos e batalharem para atender aos interesses da cidade. Sem dúvida, é uma bela pauta para a eleição de outubro de 2018.

 Galileu pode aprovar a revisão do IPTU, se fizer o discurso correto 

Quando se fala em revisão da planta do IPTU, vereadores da base de sustentação do prefeito perdem o sono e a bancada da oposição vibra com a perspectiva de um discurso fácil de defesa dos interesses dos eleitores. Mas não precisa ser assim. É que, ao contrário do que pensam alguns edis, os cidadãos não são contra pagar impostos. São contra o uso que políticos corruptos fazem deles. E mais: os 58.433 eleitores que elegeram Galileu prefeito ainda não desistiram dele. Eles têm noção de que o governador Fernando Pimentel (PT) está estrangulando a administração de Galileu, retendo nos cofres do Estado mais de R$ 60 milhões em verbas que a Prefeitura de Divinópolis tem a receber. Os eleitores sabem que receitas terão de vir de algum lugar, que não dos cofres do Estado.

De onde seria então? — Da revisão da planta do IPTU, quem sabe? Para isso, Galileu necessita melhorar muito sua comunicação com os eleitores/contribuintes, mostrando-lhes exatamente onde, quando e como serão gastos os recursos advindos de um hipotético aumento do IPTU. Se Galileu garantir que a receita acumulada pela revisão do IPTU será usada para atender às promessas de sua campanha, que tanto emocionaram e encantaram seus eleitores, a população apoia. Aposto nisso! Onze vereadores rejeitaram a denúncia contra prefeito. Apoiado!

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