Old School

Old school

Os autodenominados “novos políticos” precisaram, nesta segunda, durante o apagão das principais redes sociais, voltar à velha política. Sem a possibilidade de postar vídeos no Instagram e Facebook, entraram em reuniões com o celular em mãos sem muita utilidade. As frases de efeito que haviam pensado no dia anterior permaneceram no bloco de notas. Se antes entravam em reuniões em modo de ataque, perderam a voracidade com o desligamento das mídias. Se não há público, não há motivo para show. 

Tela, tela, tela

A política, em alguns casos, passou a ser feita pelo celular, por quem filma, e não mais necessariamente pela figura política. Essa nova realidade foi, inclusive, criticada ontem, na Câmara, pelo vereador Ademir Silva (MDB). Para ele, a “nova política” consiste em grito e falta de educação. “Eu não vi nada sendo resolvido no grito e na falta de educação”, afirmou durante seu discurso no Plenário. Ele citou, como exemplo, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Diversos agentes políticos, das mais diversas esferas, criticaram a estatal e, durante o período eleitoral, prometeram articular a quebra do contrato e a saída da empresa da cidade. Até agora, não há malas prontas; a Copasa permanece na cidade, assim como outras empresas frequentemente criticadas. “No grito e através de vídeo não está dando certo”, completou Ademir. 

Transparência

A vereador Lohanna França (CDN) voltou a cobrar uma audiência pública, aberta aos moradores, para a discussão, entre moradores, Executivo e Legislativo, da aplicação dos recursos da Vale, em indenização da tragédia de Brumadinho. Divinópolis receberá, até meados do próximo ano, em três parcelas, R$ 15 milhões; R$ 6 mi já estão em caixa. Já o vereador Eduardo Azevedo (PSC) destacou que o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) tem mantido diálogo com vereadores e diversos representantes de outros setores para definir as prioridades de investimentos. É preciso que os gastos sejam discutidos e detalhados, tanto para o Legislativo fiscalizar quanto para a população acompanhar 

Críticas

“Para ter progresso tem que ter ordem.” Com essa frase, o edil Josafá Anderson (Cidadania) abriu sua fala, na Câmara, na tarde de ontem. No decorrer de seu pronunciamento, o vereador destacou o trabalho para desburocratizar e agilizar processos com o intuito de fomentar a economia local. Sua velada crítica foi dirigida a alguns setores da Prefeitura que, segundo sua visão, não estão funcionando como deveriam. Em reuniões anteriores, ele já havia criticado a pasta de Meio Ambiente por ainda não ter secretário definido, apenas interino. “O ano está terminando e, em algumas secretarias, as coisas não estão andando com maior clareza, maior efetividade”, destacou Josafá. 

Vacinação

Desde junho, o número de mortes por covid-19 apenas caiu. As autoridades de saúde formam coro uníssono: a redução é resultado direto da vacinação. Quem ainda insiste em negar a imunização e divulgar informações falsas sobre o assunto está brigando sozinho. Não se trata de discordâncias científicas, brigas ideológicas ou qualquer outra defesa. Trata-se, apenas, de ignorância a todos os estudos apresentados até o momento. Ao que parece, no entanto, são minoria. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), por meio do Vacinômetro, cerca de 82% dos mineiros já tomaram a primeira dose e quase 50% a segunda. Ou seja, a expectativa é que ao menos 80% da população de Minas complete seu esquema vacinal. Obviamente, o ideal seria um número mais próximo de 100%. Mas, diante dos cenários distantes, das dificuldades logísticas da vacinação, das informações falsas que circularam largamente, o indicador pode ser comemorado.









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