Há dez dias

Há dez dias 

A determinação para que o deputado Cleitinho Azevedo (CDN) retire de suas redes sociais todas as imagens relacionadas às crianças e adolescentes de uma instituição social, levadas por ele para lanchar, saiu na última sexta-feira. A decisão é do juiz da Vara da Infância e Juventude, Cristiano Oliveira, que deu ao deputado 24 horas para cumprir a medida. No entanto, em contato com este PB, na manhã de ontem, Cleitinho disse que já o fez há cerca de dez dias, e que não havia publicado fotos, apenas um vídeo. Contou ainda que até aquele momento não havia sido notificado. O fato aconteceu no dia 21 de setembro, na inauguração de uma marca famosa de hambúrgueres em Divinópolis. Não se pode dizer que a intenção do deputado foi apenas para aparecer, como muitos disseram, levando-se em conta que boa parte daquelas crianças até aquele momento, sequer havia saído para comer um sanduíche. Faltou apenas cautela, principalmente por parte das assessorias. 

 

A origem 

O pedido, no início deste mês, partiu da Defensoria Pública por meio de uma Ação Civil Pública (ACP) alegando falta de autorização da Justiça, e que o deputado fez uma exposição indevida das crianças, ao publicar as imagens em suas redes sociais. Logo depois, o deputado postou um vídeo em suas redes sociais se defendendo e disse que apenas realizou o sonho dos menores. Ganhou muitos apoiadores, mas não convenceu a Justiça. E ela não está errada, visto que o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a exposição de crianças e adolescentes, em quaisquer circunstâncias.  A multa diária, caso as imagens fossem mantidas fora do prazo estipulado pelo juiz, é de R$ 10 mil por dia. Como é errando que se aprende, certamente, de agora para frente, Cleitinho e sua equipe ficarão mais atentos a deslizes “bobos”, mas que causam grandes estragos. 

 

Duas doses?

Quem tomou a dose da Janssen se considerou sortudo por ter ido apenas uma vez ao posto de vacinação e se estar imunizado mais rápido, visto que se trata de uma única aplicação. Porém, essa realidade pode mudar, a depender de um estudo.  Moradores de São Sebastião do Paraíso, Sul de Minas, vão participar de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em parceria com a Prefeitura da cidade, para avaliar a imunidade adquirida por meio da aplicação de duas doses da vacina. A pesquisa será feita com pessoas de 12 a 55 anos que ainda não tomaram nenhuma vacina contra a covid-19. Os participantes entre 18 e 55 anos, por exemplo, não podem já ter testado positivo para o coronavírus, além de não terem se imunizado para esse fim. É necessário também que os candidatos tenham boas condições de saúde e, em caso de outra doença, que ela esteja estável. Além de mais pessoas serem vacinadas, com certeza, contribuirá com uma ação que trará resultados positivos para a população. Mas que muita gente que tomou a Jassen  vai ficar com os dedos cruzados para não precisar tomar outra, isso  vai. 

 

Não resolve 

O projeto que muda a base de cálculo do ICMS sobre combustíveis, que foi sugerido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) como uma possibilidade que poderia baratear o preço da gasolina, pode nem sair do papel. Apesar de Lira ter dito que a votação poderia ser ainda nesta semana, talvez fique só na promessa.  Pelo menos foi o que disse o deputado federal Júlio Delgado (PSB), em entrevista ao Abrindo o Jogo de ontem. Ele acredita que, após feitos os cálculos, a proposta pode se mostrar inviável. O engraçado é que ainda nem foi tentado e já existe esse pessimismo todo. Agora, se fosse para mais um reajuste, a perspectiva seria para lá de positiva, já que, quando cai nas costas da população, tudo é viável. Já quando se trata de governos e políticos em geral, a conversa é outra. 

 

Reajuste confirmado 

Enquanto isso, o novo reajuste em vigor nas distribuidoras nos preços do gás de cozinha e da gasolina, desde sábado, confirma que para o povo sempre é viável. O consumidor pode preparar o bolso para pelo menos R$ 0,20 a mais para cada litro de gasolina e cerca de R$ 3 no botijão. Com esta incerteza na Câmara Federal sobre a redução e um aumento atrás do outro, muita gente vai encerrar o ano andando a pé ou outros meios, o fogão a lenha voltando a todo vapor – o que já vem ocorrendo –, mas deve aumentar e muito. Só não se esqueçam que vão iniciar um ano eleitoral, quando costuma-se ter algumas facilidades enganosas. 

 

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