Grande vitória do Guarani

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira

 jcqueroviver@hotmail.com.br

 

O triunfo de segunda-feira, na cidade de Muriaé, foi um retrato fiel de tudo que o Guarani vem sendo e fazendo nesta temporada: o time, mais que vencer seus jogos, mostra um grande futebol e faz por merecer os resultados.

E no duelo frente o Nacional não foi diferente. Mesmo saindo atrás no marcador, com poucos minutos de bola rolando, o Bugre teve tranquilidade para reverter o placar e só não venceu por um resultado mais elástico porque o goleiro adversário fez pelo menos três grandes intervenções, evitando gols certos do time de Divinópolis. O placar final de 3 a 2, a favor do Bugre, ficou de bom tamanho para o NAC, que poderia ter perdido era de mais.

 Campanha irretocável 

Os três pontos de segunda-feira frente o Nacional coroam uma campanha irretocável do Guarani, até a sétima rodada, no Campeonato Mineiro Módulo II, e deixam o time com uma mão em uma das quatro vagas para as semifinais.

Em sete jogos disputados, o alvirrubro venceu seis e perdeu um, marcou 16 gols e sofreu apenas cinco, saldo positivo de 11 gols, com o ataque mais positivo e a defesa menos vazada do estadual. São os números que atestam a superioridade do Bugre e contra números não há argumentos.

 Protagonistas 

Está dando gosto de torcer para o Bugre de Porto Velho. E o bom neste atual elenco do Guarani é que não é um, dois ou três destaques. A cada partida, é um jogador que se sobressai, e isto faz uma grande diferença lá na frente. Não há como os adversários fazerem marcação especial sobre algum atleta, porque sempre tem outro para tomar as rédeas do jogo.

 O comandante

 Há que se enaltecer também todo o trabalho até aqui desenvolvido pelo técnico Gian Rodrigues e sua jovem comissão técnica. O rendimento do time em campo não é por acaso, é fruto de tudo que vem sendo feito no Farião desde o início do ano. E mais ainda: desde quando este elenco começou a ser montado, com o treinador tendo influência direta na formatação do grupo.

 Falta de apoio 

A gente fica hoje imaginando é quando os empresários e políticos de Divinópolis vão acordar para a realidade e entenderem de uma vez por todas que o Guarani não é de ninguém e sim de todos, é patrimônio da cidade e como tal deveria ser tratado.

Se sem patrocínio e com falta de apoio, o Guarani está reagindo e caminha para escrever novos capítulos em sua história, melhor ainda seria se todos abraçassem o clube como deveriam. Aí não iria ter para ninguém. Era Guarani na cabeça, sempre.

 Mãos da diretoria 

E tem mais. Neste time atual do Guarani, há também as mãos do presidente Vinicius Morais e do diretor Renato Montak, que ajudaram a montar o elenco. Detalhe que também não pode ser esquecido por ninguém.

 Sábado é em Uberaba 

No próximo fim de semana, no sábado, às 18h30, o Guarani volta a jogar fora de casa. Enfrenta o Uberaba Sport, no Uberabão, e novo resultado positivo fará o Farião ficar pequeno no jogo do meio da outra semana. Na quarta-feira, 28, o alvirrubro fará duelo direto contra o Serranense (Betinense), vive-líder do Módulo II, no clássico do Centro-Oeste. E com um tempero a mais para chamar a atenção da torcida: dependendo dos resultados deste fim de semana, o Guarani poderá garantir na quarta-feira o título simbólico de campeão da fase de classificação do estadual, resultado que lhe dará direito a jogar em casa e com vantagem nas fases seguintes do torneio. Uma “ajudinha do regulamento” que não pode nem deve ser desprezada por ninguém.

 MANGUEIRAS BRASIL 

Hoje é dia de clássico no Mineiro 

Atlético e América fazem esta noite o jogo de ida das semifinais do Módulo I do Campeonato Mineiro, num confronto sem favoritismo para nenhum dos lados. Nem mesmo o mando de campo pode ser levado em conta, já que os dois jogam no Horto.

Nos dois duelos, pesa a favor do América apenas o fato de jogar por dois empates e resultados iguais, vitória e derrota com o mesmo saldo de gols. Tirando este pequeno detalhe a favor do Coelho, a máxima de que em clássicos nunca há favoritos está valendo mais que nunca hoje.

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