Gás sobe 19,40% em Divinópolis, mas alta é menor que média nacional

 

Pablo Santos

 Após anos com preço praticamente estável, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), apresentou um aumento considerável no ano passado com os seguidos aumentos autorizados pela Petrobras. Em Divinópolis, quando se compara janeiro deste ano com o mesmo período de 2017, a alta do botijão de 13 quilos foi de 19,40%. Apesar do forte acréscimo, o índice nos estabelecimentos locais ficou abaixo da média brasileira: quase 21%.

Conforme os dados disponibilizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o gás em Divinópolis está cotado em média a R$ 66,88 neste mês. É possível encontrar por R$ 60 o botijão no menor valor e, no maior, chega a R$ 72 nos estabelecimentos pesquisados pela ANP.

Em janeiro do ano passado, o GLP custava R$ 56,01, em média, na cidade.  Era possível comprar o gás de cozinha por R$ 50, o botijão no valor mínimo e, no máximo, por R$ 65.

 Quando se compara a média de R$ 56 do ano passado com o valor atual de R$ 66,88, em média, a alta nos estabelecimentos pesquisados na cidade pela ANP chega aos 19,40%.

 Brasil 

O acréscimo em Divinópolis é inferior ao registrado na média do Brasil. De acordo com a ANP, janeiro do ano passado, se comparando com o mesmo mês deste ano, o aumento foi de 20,84%.  O valor médio do gás de cozinha no país é de R$ 67,20, pouco maior na comparação com os R$ 66,88 de Divinópolis.

No Brasil, o valor médio mais barato é cotado no Rio de Janeiro: R$ 60,93. Os cariocas encontram o botijão por até R$ 49,55 e chega até R$ 78, apontou a ANP

Já o maior valor praticado em território nacional é no Estado do Mato Grosso. De acordo com a pesquisa da ANP, o botijão de 13 quilos no estado é encontrado por até R$ 115 e o preço médio chega a R$ 94,51.

Em Minas Gerais, o GLP tem média de preço a R$ 68,98. O menor valor foi encontrado na capital: R$ 55 e o maior valor em Januária no Norte de Minas Gerais: R$ 90, apontou a ANP.

Uma nova política de preços à venda para as distribuidoras de gás foi aprovada pela diretoria executiva da Petrobrás. A partir dali, os ajustes aconteceram mensalmente, previstos sempre para o dia 5 de casa mês. A empresa calculou que se o preço do reajuste fosse repassado integralmente ao consumidor final, cada botijão de gás de cozinha subiria em média 2,2%, o equivalente a R$ 1,25.

 Política de preços 

Desde julho do ano passado, a Petrobras estabeleceu um novo cálculo de preços. É baseado na média mensal dos valores do butano e do propano no mercado denominado ARA, formada por Amsterdã, Roterdã e Antuérpia, na Europa. Esse preço é convertido em real, de acordo com a média da cotação de venda do dólar. Além de uma margem de 5%.

A justificativa para essas mudanças é de que o GLP era o único derivado que não tinha essa política de reajuste de preços. Já no último dia 7, a Petrobrás divulgou que o Grupo Executivo de Mercado de Preços (GEMP), decidiu em reunião que, apesar dos preços do GLP aplicados no Brasil ter a necessidade de ser referenciados ao mercado internacional, essa metodologia deve ser revisada.

 

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