Em uma semana, 685 casos são confirmados

 

Matheus Augusto

Faça frio, faça calor, a preocupação com a dengue continua. O boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), atualizado ontem, destaca a cidade com 4.231 notificações de dengue. Dessas, mais da metade já foram confirmadas, totalizando 2.341 diagnósticos positivos para a doença. Ou seja, desde a última semana, 685 casos foram confirmados pela secretaria.

Durante todo o ano passado, 77 casos foram confirmados. Em apenas sete meses, os números atuais se mostram 30 vezes maiores.

Do número total de ocorrências, apenas 294 foram descartadas para dengue. Outras 1.596 suspeitas ainda continuam em análise.

Os dados divulgados na última quarta-feira, 3, apontavam Divinópolis com 3.975 notificações e 1.656 casos confirmados.

Mês a mês

Desde o início do ano, a situação tem apenas piorado, como mostra o acompanhamento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Em janeiro, a Semusa registrou 31 casos prováveis. Em fevereiro, mais 141 suspeitas surgiram; em março, 284. Durante abril, 847 pacientes apresentaram os sintomas da doença. Maio foi o pior mês, com 1.776 casos prováveis – uma média de 444 notificações por semana.

No entanto, o relatório da SES de junho apresenta uma queda de registros, podendo indicar que o clima mais frio tem contribuído para a redução de casos. Na primeira semana do mês, foram contabilizadas 251 notificações; na segunda, 133; na terceira, 73; e na última, 31.

Prefeitura

Já em janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde anunciava o adiantamento de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Mesmo com números baixos quando comparados aos meses que viriam, na época, as notificações já era quase o triplo do que no mesmo período do ano passado.

Dentre as principais ações da Semusa está a realização dos mutirões de limpeza. Agentes de saúde recolhem lixos e entulhos acumulados em locais públicos, ambientes que favorecem a proliferação do mosquito.

Outra medida adotada foi a divisão dos pacientes de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados. Ao passar pela unidade de saúde local, a pessoa pode ser tratada ou receber um encaminhamento para receber hidratação, oral e venosa, no ambulatório instalado na Policlínica. Pacientes mais graves continuam sendo atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto.

Atualmente, cinco postos de saúde (Estratégia Saúde da Família Jusa Fonseca/Paraíso, Santos Dumont, Candidés, Ermida I e Centro de Saúde Antônio Fonseca) encontram-se sem médicos. Além disso, das 18 vagas do “Mais Médicos” na cidade, dez estão sem profissionais.

Mortes

A Semusa anunciou, em abril, que dois idosos morreram na cidade, tendo sido testados positivamente para dengue. As amostras, como é protocolar, seguiram para análise na SES-MG. No entanto, na última atualização do boletim epidemiológico estadual, divulgado na segunda-feira, 8, o diagnóstico ainda não havia sido confirmado.

Em todo o estado, 107 pessoas já perderam a vida para a dengue; outros 135 casos fatais ainda estão sendo investigados.

Situação crítica

De acordo com os parâmetros da SES, Divinópolis é classificada com incidência muita alta. Ou seja, a cidade tem uma média de 1.643,38 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Da Macrorregião Oeste, que conta com 54 municípios, Divinópolis é o 21º com a maior incidência. Carmo do Cajuru ocupa o 25º lugar, tendo registrado 282 casos prováveis.  Já Itapecerica está na 37ª posição.

Apenas três cidades (Moema, Santana do Jacaré e Camacho), das 54, possuem incidência baixa. Nenhum está com o menor indicador: silencioso.

A Gerência Regional de Saúde (GRS) destaca que a incidência é o melhor indicador para analisar a situação nos municípios, uma vez que cidades com mais habitantes tendem a registrar mais casos. Olhando apenas as notificações, Divinópolis ocupa a 2ª colocação, ficando atrás apenas de Nova Serrana, que tem 4.007 ocorrências de dengue.

 

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