Disse mas não desdisse

 

Recebi e-mail da AB Nascentes das Gerais, concessionária que administra a Rodovia MG-050, apresentando dados referentes aos vários serviços que já realizou na estrada e contestando a coluna que, sob o título “Não anestesie sua memória”, lembrou que a mesma ainda não se encontra duplicada no trecho que passa por Divinópolis.

O e-mail com um anexo de várias páginas relatando tudo o que faz a AB Nascentes faz acreditar que a empresa é a melhor do mundo e, talvez, para Mateus Leme e Itaúna até seja. O que a coluna fez, porém, foi apenas lembrar que o ex-governador Anastasia instalou pedágio na MG-050 com a promessa de que a mesma seria duplicada. Não precisa ser dos mais espertos para perceber que ela ainda não está duplicada.

Ou seja, por mais que a Nascentes tenha feito muito, até mesmo desenvolvido programas sociais como alega na correspondência, não deixa de ser fato que o que mais precisamos e queremos é a duplicação e um novo acesso para o bairro Icaraí e Distrito Industrial. Intervenção que se arrasta por anos e não foi feita.

Segundo informações, as obras de duplicação ainda não teriam tido início devido à necessidade de alteração no projeto do trevo do bairro Icaraí. O prefeito Galileu Machado (MDB) não gostou da proposta apresentada por considerá-la complexa e praticamente inviável e propôs mudanças. Acontece que o DER está demorando a liberar o novo projeto e só com ele em mãos é que a empresa poderá dar início às obras.

Continuo defendendo que já pagamos o combinado em contrato para a duplicação. O prazo esgotou e não duplicou, pedágio tinha que ser suspenso até estar duplicada. Pouco me importa que os licenciamentos atrasaram, que suspendessem então a cobrança já que os prazos de execução se tornaram outros. Pouco me importa se fez campanha de trânsito, paguei pedágio para rodovia duplicada e não pra distribuir cartilha. Ponto.

Cidade das contradições 

Até hoje tem gente que reclama da reportagem que veiculou na TV no passado apontando Divinópolis como a cidade das contradições. A matéria mostrava que tínhamos a Casa da Manteiga que não vende Manteiga, a Casa do Cigarro que vendia balas, a Rua dos Estados Unidos que não tem nada de primeiro mundo e por aí vai.

Acontece que vez ou outra surge um fato pitoresco que comprova os dizeres da reportagem. O mais recente foi denunciado pelo vereador César Tarzan (PP), durante a reunião da Câmara. Ele flagrou a empresa Sinal instalando uma placa de “Pare”, no meio do passeio para pedestres. A empresa foi vencedora da licitação para instalar placas de sinalização no novo complexo de trânsito da região Sudeste, mais precisamente em ruas como Jésus Jota, Bom Sucesso e Dolores Aguiar que receberam alterações no tráfego.

Da maneira que a Sinal, que tem sede na região metropolitana de Belo Horizonte, instalou a placa. Mães com carrinho de bebê, pessoas com sacolas de compras e cadeirantes simplesmente não conseguem passar pelo local sem ter que ir para o meio da rua. A tal placa de pare foi colocada na esquina das ruas Dolores Aguiar e Jésus Jota, em frente ao conhecido Bar do Pio que embora seja parada obrigatória para alguns, não merece um adorno tão excêntrico.

E não pense que se trata de caso isolado, a assessoria do vereador também flagrou os operários instalando outra placa nos mesmos moldes, em outra esquina. Felizmente, a Settrans já foi avisada e mandou a empresa interromper o serviço para averiguações. Cidade das Contradições...

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