De ‘quase rebaixado’ a campeão do interior

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br

O futebol é um esporte que encanta multidões justamente pelos seus pequenos e mínimos detalhes. Nem sempre vence o favorito e, em todo torneio, há tempo para recuperação para qualquer equipe.

Vejam bem o que acontece agora com o Tupi, de Juiz de Fora, que é o campeão do interior e está classificado para as semifinais do Módulo I do Campeonato Mineiro, quando terá pela frente o invicto Cruzeiro.

No início do estadual, com apenas cinco rodadas realizadas, das 11 da fase de classificação, o Galo da Zona da Mata estava no fundo do poço, tinha perdido quatro jogos e vencido apenas um. Muitos já cravavam que o Tupi lutaria até o final era para não ser rebaixado para o Módulo II na próxima temporada. Estavam todos enganados.

A diretoria agiu a tempo, trocando o comando técnico, e as coisas mudaram totalmente de rumo. Ricardo Leão assumiu o time e conseguiu uma recuperação impressionante, com o Galo do interior terminando a fase de classificação em quarto lugar, atrás apenas dos grandes da capital. E agora tem a chance de voltar a disputar uma semifinal de estadual, depois de seis anos ausente.

 Volta atrás 

Visando obter um “reforço financeiro” para o restante da temporada, quando terá pela frente a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Galo Carijó havia decidido levar o duelo contra o Cruzeiro, jogo de ida das semifinais, que marcado para esta quarta-feira à noite, para o Mineirão, em Belo Horizonte.

Mas, no meio da tarde de ontem, aconteceu uma reviravolta. Atendendo a apelos de seus torcedores, o Galo da Zona da Mata decidiu por receber o time estrelado no Estádio Radialista Mário Helênio, na cidade de Juiz de Fora.

 Com o pé direito

 E quem está super feliz com a classificação do Tupi é o divinopolitano Gustavo Brancão Rodrigues. Anunciado como o novo auxiliar técnico de Ricardo Leão na quarta-feira da semana passada, ele não poderia ter começado sua trajetória no Tupi de forma melhor. Trabalhar em time que está vencendo é o sonho de todo profissional do futebol.

 MANGUEIRAS BRASIL 

O fundo do poço é logo ali 

Quando Alexandre Campello fez uma “jogada de mestre” para se tornar presidente do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, nas últimas eleições no clube, ele nem de perto imaginava a enrascada em que estava se metendo.

O clube carioca vive uma crise sem fim e o pior de tudo é que ninguém enxerga, a curto nem a médio prazo, uma saída viável para a atual situação financeira do clube cruzmaltino.

O Vasco da Gama está com a corda no pescoço faz tempo e o dirigente não tem há quem recorrer para mudar o quadro atual. Agora mesmo, o time anda em busca de patrocinadores para gerar receitas e tentar ficar em dia com seus compromissos, mas esbarra em uma barreira para lá de complicada: a falta da Certidão Negativa de Débito (CND). Sem ela não é possível receber recursos de empresas estatais, como a Caixa Econômica Federal, por exemplo.

 Sem futuro 

Enquanto Campello não encontra uma solução, o torcedor vascaíno, que também tem culpa no cartório, por apoiar dirigentes como o tal de Eurico Miranda, terá de conviver com o que aí está. Este é o time do Vasco e será assim até o final do ano. Agora é ficar na torcida para que seus comandantes “tirem leite de pedra”, porque do contrário a situação ficará pior do que já está.

 Atlético dá sorte em sorteio 

O Atlético está a meio caminho de disputar a quinta fase da Copa do Brasil. Ou alguém tem dúvidas de que o alvinegro seja o favorito para o duelo contra o Ferroviário, do Ceará, na próxima fase do torneio? Acredito que não.

E o Atlético começou a se dar bem foi no sorteio da manhã de ontem na sede da CBF, no Rio de Janeiro. De todos os adversários que poderia enfrentar, cair num duelo com os cearenses é algo sim a ser comemorado.

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