De lá... ...de cá.

Preto no Branco 

O Governo do Estado só tem dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores com recursos do nióbio. Do lado de lá, a Assembleia Legislativa concordou e aprovou a medida. Já de cá, o Ministério Público de Contas (MPC) sinalizou barrar a operação de crédito e os trabalhadores da segurança pública cruzar os braços se não receberem o benefício antes do Natal. Bagunça que precisa ser colocada na balança e, mais uma vez, a população sair perdendo. Tinha que dar confusão e de novo por causa da disputa que existe entre os poderes.

Segurança...

...e caos. Paz e poder aproveitar o fim do ano com tranquilidade é tudo que a maioria quer, mas, por outro lado, parece ter gente querendo tirar a alegria de quem paga seus gordos salários.  Ameaça que levou integrantes da segurança pública a fazer um protesto, ontem, com a presença de representantes de diversas regiões, na porta do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Organizadores do manifesto revelaram a possibilidade de paralisação em delegacias, unidades da PM e penitenciárias. Imagine a situação em uma época em que se precisa mais de segurança nas ruas, pelo menos para os representantes do Judiciário e do Legislativo. Ganham bem, recebem em dia e, certamente, terão dinheiro para comemorar e comprar presentes.

De sonho...

...a pesadelo. Após terem o 13º salário do ano passado, ainda na gestão de Fernando Pimentel (PT), parcelado para algumas categorias praticamente o ano todo, os servidores sonharam em receber, em 2019, o benefício de forma integral no fim deste mês com os créditos no nióbio. No entanto, estão vendo a possibilidade de o pesadelo de 2018 se repetir. Tomara que não. Eles não merecem passar as festas de fim de ano com os bolsos vazios, enquanto quem eles pagam caríssimo para representá-los com os seus bolsos cheios e rindo de suas caras. Se bem que em se tratando do segundo país mais desigual do mundo, não dá para duvidar.

Indeferiu...

...e notificou. Pelo menos há uma luz no fim do túnel. O Tribunal de Contas de Minas Gerais garante ter notificado o governo do Estado sobre o pedido de suspensão da venda do nióbio feito pelo MPC. Documento mostra que o pedido foi indeferido. O relator ainda pede que o governo e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) encaminhe uma série de informações ao TCE com relação ao negócio. O problema é o tempo que isso tudo vai levar. Os dias em dezembro passam tão rapidamente. Aguardemos por agilidade e, principalmente, boa vontade.

13º...

...e salário. A iniciativa do Estado visa levantar dinheiro para pagar o 13º dos servidores e ainda, pelo menos por alguns meses no próximo ano, pôr fim ao parcelamento de salários do funcionalismo. Para o MPC, o governo não esclareceu como pretende fazer a operação. Além disso, tem demonstrado que não permitirá ao Tribunal de Contas exercer o controle prévio da operação. Quem vencer esta queda de braços que avise e convença aos servidores, se necessário for, a não paralisar as atividades.

Por aqui...

...nem isso. Se em Divinópolis tivesse de onde tirar o dinheiro para pagar o restante dos salários dos servidores e, ao menos, planejar o 13º, a briga entre os poderes seria o de menos. A realidade no Município é muito complicada e vai além disso. Sem repasses, ainda não conseguiu quitar a folha de novembro e não tem ideia de como pagará o benefício de fim de ano. Como é um período de muitas orações e considerado santo para boa parte dos religiosos, quem sabe não ocorre um milagre. Milhares de servidores estão à espera, pode ter certeza.

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