Danos em casa financiada põem família em risco no bairro Paraíso; VÍDEO

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Tubulação subterrânea exposta em cratera aberta há quatro anos (Foto: Iara Souza)

Ricardo Welbert 

Moradores de uma casa na rua Nigéria, no bairro Paraíso, em Divinópolis, correm risco. Sem outro lugar para morar, a família continua ocupando o imóvel construído via programa “Minha Casa, Minha Vida” e condenado pela Defesa Civil.

O Agora esteve no local ontem. Os problemas na estrutura são visíveis ainda na calçada, onde o cimento está oco e bastante trincado. O portão corre risco de cair devido a um recuo na parede, que cedeu cerca de dois centímetros.

Na garagem, um espaço de quase três centímetros separa uma parede e o acabamento do piso, ao qual deveria estar unida. Se o carro está estacionado na garagem e alguém passa pelo local, é possível sentir o piso tremer.

Os demais cômodos também acumulam rachaduras e trincas. Também são visíveis os mofos e bolores causados por infiltrações em paredes e no teto.

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Queda de muro gerou acesso a quintal vizinho (Foto: Iara Souza)

No quintal, parte de um muro cedeu e expôs uma tubulação. Isso ocorreu há quatro anos. Tempo suficiente para que crescesse no buraco um pé de mamonas de sete metros de altura.

A cratera aberta tem cerca de cinco metros de profundidade e dá acesso ao terreno ao lado, que é rebaixado. Sem escoras, a estrutura pode ceder ainda mais, colocando a segurança da casa e das pessoas em risco. 

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Pé de mamona cresceu em cratera aberta há quatro anos (Foto: Iara Souza)

A dona de casa Elisabete Oliveira Barroso explica que o imóvel foi construído há dez anos, via programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal.

— Assim que ficou pronto, a gente se mudou pra cá. A casa parecia ótima, mas, com o passar do tempo, foram surgindo rachaduras no piso. Chamamos o engenheiro e ele disse que a casa havia sido construída em um terreno com um tipo de problema. Mas os problemas só aumentam. O muro do quintal já caiu duas vezes e agora a gente tem medo de que algo pior aconteça. A Defesa Civil disse pra gente sair, mas pra onde? — ela reclama.

Mato em quintal ao lado da cratera (Foto: Iara Souza)

Outro lado 

O Agora fez contato com a Caixa Econômica Federal, gestora do “Minha Casa, Minha Vida”. A reportagem enviou algumas fotos dos problemas no imóvel e o número do contrato de aquisição do imóvel. Porém, não teve retorno até o fechamento desta reportagem, às 17h30.

 

 

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