Criança de Divinópolis luta contra doença rara com campanha na web

 

João Henrique em uma das fotos publicadas na rede social (Foto: Reprodução/Facebook)


Ricardo Welbert

O sorriso largo do pequeno João Henrique da Silva Figueiredo, de 2 anos e 11 meses, faz com que ele pareça um menino comum. Porém, os tubos respiratórios e a sonda inserida no nariz mostram que o menino, apesar de feliz, depende de aparelhos para sobreviver.

Ele sofre de proteinose alveolar, uma doença respiratória grave e que compromete 60% dos pulmões. Segundo a medicina, esse mal ocorre quando um líquido rico em proteínas se acumula nos pulmões e obstrui a troca de gases da respiração. Isso gera tosse seca, febre e perda de peso.

Susana Aparecida Silva explica que o filho nasceu saudável e passou parte do primeiro mês de vida em casa, no bairro Belvedere. Porém, com um mês e 23 de vida, teve febre alta. Ao ser levado a um hospital, foi diagnosticado com pneumonia bilaterial.

— Os tratamentos à base de antibióticos não surtiram efeito. Depois descobriram que ele tinha baixa imunidade e começou a receber medicação para aumentar. Em algum tempo começou a apresentar melhora e conseguiu sair da ventilação mecânica e do aparelho de oxigênio. Voltou para a casa bem — recorda.

Menino se diverte e faz pose como qualquer criança em hospital (Foto: Reprodução/Facebook)

Em junho de 2017, João precisou novamente do hospital em Divinópolis. Os médicos perceberam piora nos pulmões. Os pais decidiram então levá-lo a outro, em Belo Horizonte.

O resultado dos exames feitos na capital saíram em 19 de dezembro e revelaram a proteinose alveolar. Os pais descobriram que a principal etapa do tratamento é a lavagem dos pulmões com soro fisiológico. Mas, não houve melhora.

Os médicos disseram que o menino poderia testar um medicamento que não existe no Brasil. Inicialmente, bastariam três doses para saber se faria efeito.

— Essa medicação foi cotada a R$ 10 mil, sem as taxas de importação e frete, que poderiam elevar o custo para algo entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Só que outro pneumologista nos disse que achava melhor que o medicamento fosse administrado em 30 doses. Isso elevaria os custos para algo em torno de R$ 75 mil — relata Daby de Figueiredo, pai de João Henrique. 

Campanha 

Sem condições de arcar com a nova despesa, a família começou uma campanha para arrecadar doações. Abriu uma conta bancária em nome do menino e passou a pedir também doações de objetos que pudessem ser rifados.

No fim do ano passado, após receber uma sugestão de funcionários de um hospital, a família criou uma página no Facebook. O espaço virtual recebeu o nome de “João Henrique Contra Proteinose Alveolar” e mostra o menino em momentos de descontração nos hospitais. Fotos e vídeos revelam um paciente muito querido pelas equipes médicas. 

Além de ajudar na compra da medicação, as doações permitem pagar exames que o plano de saúde da família não cobre. Os gastos e as arrecadações são atualizados na página no Facebook. 

João Henrique posa ao lado de profissional de saúde: menino é muito querido nos hospitais (Foto: Reprodução/Facebook)

Ainda segundo Daby, a doença do filho está estabilizada. Porém, os médicos garantem que João Henrique precisará ser submetido a um transplante de pulmões.

A família ainda não sabe quanto custará o procedimento. Tem apenas a informação de que, se ocorrer, precisará ser em Porto Alegre. As condições de João não permitem que ele seja levado de ambulância. Seria preciso um avião adaptado para ser um Centro de Terapia Intensivo (CTI). Algo que o plano não cobre e que certamente não será barato para a família.

— Toda ajuda é bem-vinda — pede o pai. 

Como doar 

Pelo banco Itaú, doações podem ser feitas na conta poupança 06232-0/500. A agência é 8568.

Já na Caixa, os dados são: agência 0113. Operação 013. Conta poupança número 083.531-1.

O CPF é 701.823.726-26.

 

 

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