Classe Ouro

 A Classe Ouro, pertencente ao casal Dulcemar e Tavinho, abriu suas portas em meados da década de 1980 e, desde então, tem realizado sonhos através de suas exclusivas joias. Em 1992, a loja foi assaltada e seus proprietários passaram a contar com seguranças para a tranquilidade da equipe e dos clientes. Era mais um diferencial no atendimento. Há menos de um mês, a Classe Ouro foi novamente assaltada e, ao tomar conhecimento de que um dos autores do crime era um policial militar, o casal de empresários tomou uma decisão que entristeceu amigos e clientes: a loja será fechada, sendo hoje seu último dia.

Medo 

A atitude desse policial fez aumentar o medo não somente das vítimas do assalto — proprietários, funcionários e clientes que na loja se encontravam presentes — mas, sim, de toda a população. Em quem confiar? Ver policiais abatidos por bandidos é doloroso e assustador, mas ver policiais se envolvendo com a criminalidade em vez de combatê-la é mais grave ainda. Algo está errado! São duas situações que deveriam despertar o interesse da sociedade, das demais autoridades. Nossas forças de segurança não podem cair no descrédito. Já nos bastam os políticos que em sua maioria não merecem confiança, mas fazer o quê? Somos um povo que não aprende. Enquanto em países desenvolvidos a simples menção do nome de um político em uma situação vexatória já é o bastante para que seja banido da vida pública, no Brasil não somente buscamos garantir a perpetuação no poder, elegendo-os e reelegendo-os, como estamos aprendendo a cultuá-los.

Galileu I 

Divinópolis não foge à regra. Galileu é um claro exemplo. Mesmo tendo sido matéria de Veja devido ao nepotismo, pois tornou a Prefeitura cabide de emprego de seus familiares e, claro, também dos amigos; mesmo sendo citado na Folha de São Paulo como o político que mais possuía processos no Brasil, ganhando até de Paulo Maluf; mesmo com os atrasos de pagamento de salários; mesmo apresentando uma campanha plena de promessas quixotescas, contrárias à situação da cidade que se encontrava com decreto de calamidade financeira e, claro, não se pode deixar de mencionar que também conta com uma condenação criminal. Pois bem, apesar de tudo isso, com um olho na Justiça Eleitoral e outro na campanha, Galileu, que possui um eleitorado fiel que o idolatra, ganhou disparado na frente dos demais candidatos e agora o que temos? Galileu sendo Galileu, mostrando que não mudou. Mas também mudar para que? No período eleitoral, seus fiéis eleitores falavam que queriam mudança. Mudar da rua Pernambuco para a avenida Paraná parece que foi o bastante, porque, se mais vidas tivesse, mais vidas Galileu daria para repetir sua história.

 Galileu II 

O caso do Marcelo Marreco serviu para explicar para o povo de Divinópolis como é que podem estar ocorrendo as nomeações da infindável lista de afilhados de Galileu, mas somente uma investigação séria poderá dizer se realmente é assim que funciona. Se assim for, Galileu fechará sua vida pública, e espera-se que esteja fechando com este mandato e para tanto que seu eleitorado não traia Divinópolis, causando embaraços para não dizer vergonha aos seus antepassados que muito fizeram para o engrandecimento da cidade. Lastimável!

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