Candidatura de Marcio Lacerda ao Governo de Minas vai parar na Justiça Eleitoral

 

Pollyanna Martins

A candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) ao Governo de Minas está nas mãos da Justiça Eleitoral. A convenção do PSB em Minas Gerais foi realizada na manhã desse sábado, 4, e foi marcada por muita confusão. Na véspera da convenção, a Executiva Nacional dissolveu a comissão provisória da legenda em Minas Gerais e nomeou Renê Vilela para a plenária.

A decisão de trocar o presidente na véspera da convenção foi tomada após o ex-prefeito de Belo Horizonte não retirar a sua candidatura, depois de o PSB anunciar apoio do PT. Na noite da última quarta-feira, 1°, o Diretório Nacional da legenda anunciou o acordo eleitoral feito com o PT, e com isso o PSB iria apoiar a candidatura de Fernando Pimentel (PT) ao Governo de Minas. Em nota, Lacerda informou na quinta-feira, 2, que foi lhe oferecido a candidatura ao Senado, o que ele negou de imediato, e reafirmou o seu nome na disputa ao Governo do Estado.

Logo após a destituição, os membros da comissão anterior entraram com pedidos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com Renê Vilela, o TRE-MG decidiu favoravelmente à comissão anterior, mas o TSE negou o pedido e cancelou a convenção. A confusão na convenção começou após Vilela ler a decisão do TSE. A Polícia Militar (PM) chegou a ser acionada, e um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado.

Anulação

Os delegados votaram e aprovaram o nome de Lacerda para concorrer ao Governo de Minas, mas a convenção nacional do partido, realizada neste domingo, 5, em Brasília anulou o resultado do diretório estadual. Em nota divulgada ontem, 6, o Diretório Nacional do PSB afirmou que o único questionamento jurídico apresentado por Márcio Lacerda era a falta de ampla defesa e contraditório quanto à suspensão da comissão provisória que o apoiava. De acordo com o PSB, o argumento é incorreto, pois o Estatuto do partido autoriza que a direção nacional adote medidas em caráter liminar.

— Essa alegação perdeu o sentido após o Congresso Nacional, já que Lacerda exerceu amplamente o seu direito de defesa e, após isso, os delegados nacionais democraticamente declaram a nulidade do congresso estadual e referendaram a decisão da direção nacional – informa.

O Diretório Nacional do partido disse ainda que lamentava esses incidentes “que apenas causam tumulto ao processo político-eleitoral, e mantém-se firme no propósito de contribuir com eleições seguras, transparentes e democráticas.”

Apoio

Após toda confusão, o ex-prefeito de Belo Horizonte divulgou ontem, em sua página no Facebook que é candidato ao Governo de Minas. Na publicação, Lacerda afirma que a decisão da convenção foi homologada nesse domingo, 5, pelo Congresso do PSB-MG e a ata foi registrada no TRE. 

— Durante o Congresso Nacional do partido fui mais uma vez questionado sobre a possibilidade de retirar meu nome da disputa, mas resisto à velha política e acredito que Minas Gerais merece e precisa de uma alternativa real de terceira via contra a polarização que há quase 20 anos governa o nosso estado – reforçou.

Na madrugada desta segunda-feira, após horas de deliberação, o MDB mineiro anunciou que irá apoiar a candidatura de Lacerda. Segundo o acordo, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes (MDB), será o vice na chapa de Lacerda, e assim deputado federal Jaime Martins (PROS) sairia como candidato ao Senado. Para fechar o acordo com o MDB, o ex-prefeito de Belo Horizonte teria garantido que a sua candidatura seria homologada na Justiça Eleitoral.

 

 

 

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