Briga política sem fim

José Carlos de Oliveira

Quando todos esperavam tempos de paz e prosperidade pelos lados da Toca da Raposa, com todos unidos na luta pelo fortalecimento do clube celeste, a interminável briga política volta a dar as caras e segue infernizando a vida dos cruzeirenses, colocando em dúvida o futuro da instituição Cruzeiro para o restante da temporada.

Novos candidatos

Com a desistência do Conselho Gestor em lançar um candidato próprio na eleição marcada para 21 de maio, tudo caminhava para uma candidatura única, com o nome de Sérgio Santos Rodrigues ganhando o apoio de ex-presidentes e já comemorando como certa a vitória por aclamação no pleito do mês que vem. 

Mas, agora, tudo muda de figura, e o contexto político caminha para uma disputa entre dois ou mais candidatos, o que pode dividir de vez o cenário interno no clube.

Esperança

O que não pode acontecer, de maneira nenhuma, é os derrotados passarem a fazer oposição acirrada com o candidato eleito, tornando inviáveis as mudanças que se fazem necessárias neste momento de turbulência no Cruzeiro. Isto acontecendo, ninguém sairá vitorioso e o maior perdedor será o torcedor, a razão de ser do Cruzeiro Esporte Clube.

Consciência

Que todos estejam cientes desta verdade. Brigar pela presidência é um direito de todos, mas que aqueles que pleiteiam o cargo coloquem o clube em primeiro plano e, em caso de derrota no dia 21 de maio, sigam pela cartilha do candidato vitorioso, dando a este um pouco de paz e tranquilidade para trabalhar e fazer todas as mudanças que se fazem necessárias no clube estrelado neste momento de crise. 

Esta é a esperança da China Azul, que não vê a hora de acompanhar uma mudança radical nos rumos políticos da Raposa.

E estamos conversados!!!

Quarentena pegou Galo em cheio

Todos estão sofrendo com os dias parados, sem futebol por todo o Brasil e o mundo, mas uns clubes sofrem (ou sofrerão) as consequências da quarentena bem mais que os demais. E neste contexto está o Clube Atlético Mineiro, o Galo das Alterosas, que jogou alto e não poderá colher os frutos de suas apostas.

Por quê?

É até simples a resposta. O presidente, Sérgio Sette Câmara, jogou pesado na contratação do técnico Jorge Sampaoli e do diretor de futebol Alexandre Mattos, contando que pudesse dar a eles um elenco competitivo, em condições de fazer frente a Palmeiras e Flamengo (os grandes favoritos ao título do Brasileirão), e, com isto, brigar cabeça a cabeça pelo caneco do Campeonato Brasileiro 2020, único torneio que o clube alvinegro ainda disputa nesta temporada. E agora este sonho fica ainda mais distante, com a parada por causa da Covid-19.

Adeus, sonho

Não tem como Mattos dar a Sampaoli o elenco que ele precisa para o restante do ano. E, sem reforços, com o que o Galo tem no momento, é impossível o treinador sonhar mais alto. No máximo, o time pode lutar por uma vaguinha na Libertadores de 2021. E olha lá que nem isto pode ser possível. Sampaoli terá que tirar água de pedra para tornar o time atual do Galo uma equipe vencedora.

 

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