Aos 50 anos, HSJD inova com tecnologia de ponta

Gisele Souto 

Equacionar os problemas financeiros e fazer com que o "gigante da saúde na região" se recupere definitivamente dos escândalos nas administrações passadas, além de fazer fluir os atendimentos, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Estes são alguns dos principais desafios na nova gestão do Hospital São João de Deus (HSJD), que completa neste mês 50 anos de instalação. Os problemas vividos na unidade em passado recente, a insuficiência na ajuda dos governos e os atrasos nos repasses de verbas por parte deles não têm sido empecilhos para a superintendente Elis Regina Guimarães.

Ao contrário, ela coloca a mão na massa no que for necessário, busca ajuda onde for preciso, gere de forma organizada e com "mãos de ferro", quando necessário. Assim, vem colocando a casa em ordem.

Novos equipamentos

Uma prova de que o trabalho está funcionando é a aquisição recente de aparelhos e equipamentos que visam a contribuir para a consolidação do São João como referência para a alta complexidade na macrorregião assistencial do Centro-Oeste. O objetivo é melhorar ainda mais a qualidade da assistência a pacientes da cidade e diversos municípios da região. Foram adquiridas novas mesas cirúrgicas, torres de vídeo para a realização de microcirurgias, cadeiras de banho, aparelhos de anestesia e instrumentais, novos mobiliários e peças para manutenção preventiva de equipamentos.

O investimento de cerca de R$ 500 mil beneficiará, principalmente, a realização de cirurgias de grande porte.

De acordo com a assessora da superintendência, Luciana Carmem, a aquisição vai ajudar, sobretudo, na recuperação mais rápida do paciente, garantindo a segurança nos procedimentos para o corpo clínico, além de possibilitar a ampliação do número de procedimentos cirúrgicos devido à redução do tempo de cirurgia.

— As mesas cirúrgicas também são muito importantes, pois contribuem para um pós-operatório com menos dor, já que auxiliam no posicionamento cirúrgico. Já os aparelhos de última geração para anestesia possibilitarão o monitoramento do paciente, reduzindo o tempo de cirurgia — explica.

Tecnologia na gestação 

O setor de obstetrícia não ficou de fora. Também foram adquiridos acessórios para o cardiotocógrafo, uma espécie de cinta de alta tecnologia com recursos precisos e confiáveis e que analisa e monitora em tempo real a vitalidade fetal, bem como exibe o valor numérico dos resultados medidos. O equipamento imprime graficamente e reproduz o som dos batimentos do coração.

— É mais um equipamento sensível e de ponta que contribui para o trabalho do parto normal seguro, possibilitando intervenções instantâneas, caso seja necessário — acrescentou Luciana.  

Para a superintendente-geral, Elis Regina, as melhorias no parque tecnológico vão ao encontro das propostas da unidade de saúde, delineadas no planejamento estratégico para o restante deste ano e 2019, em especial na busca pela certificação de qualidade.

— Recentemente, iniciamos o processo para obtenção da Acreditação Hospitalar e o Selo de Qualidade ISO para o bloco cirúrgico e estes novos equipamentos vêm como apoio com nosso desejo de oferecer a confiança e a segurança assistencial para os pacientes, valorizando ainda o corpo clínico — enfatiza.

Pediatria 

Além do Bloco Cirúrgico, outros setores foram beneficiados com as aquisições de instrumentos e mobiliários, como a Unidade de Nefrologia, Hotelaria, UTI Adulto e NeoPediátrica. Nesses locais de grande demanda, os pacientes vão ganhar na qualidade, segundo o hospital.

História 

Inaugurado no dia 1º de junho de 1968, o Hospital São João de Deus veio para mudar de maneira categórica os padrões de saúde da região Centro-Oeste, carente, na época, de assistência em média e alta complexidade. Junto a ele, criou-se também a Escola de Enfermagem e os irmãos da Ordem Hospitaleira chegavam à cidade para gerir a grande unidade de saúde. O atendimento era tão bom e fluía com tal excelência que, nos seus primeiros anos de funcionamento, os pacientes chegavam a dizer que o São João nem parecia um hospital. Com uma boa administração e tudo dando certo financeiramente, a instituição, que já nasceu sendo referência, tinha profunda implicação no desenvolvimento regional. Mas os primeiros problemas começaram aparecer ainda na década de 1970. Especialmente em 1974, houve a primeira pequena crise financeira, sanada rapidamente. Porém, era apenas um prenúncio. Acompanhada de grandes irregularidades, cerca de 25 anos depois, houve outra crise, que durou de forma severa até pouco tempo, sendo necessária até uma intervenção judicial. Agora, começa a dar sinais de recuperação.

A solenidade de comemoração de meio século de fundação será nesta terça-feira, às 15h30, no Espaço Da’Vinci. Foram convidadas dezenas de autoridades políticas, da segurança, empresariais, entre outras. 

 

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