A fantástica fábrica de golpes

CREPÚSCULO DA LEI – ANO III – CXLXI

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE GOLPES

Estreou no dia 3 de outubro, domingo, em Paris, no 17º Festival Brésil en Mouvements, o filme “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE GOLPES”. Trata-se de uma produção anglo-brasileira que fala das práticas antidemocráticas da Rede Globo, desde sua fundação no período ditatorial (1965) até os dias atuais. 

O filme documenta aquilo que as pessoas minimamente politizadas já sabem, ou seja, como um veículo de comunicação (?) pode falsear, mentir, adulterar, caluniar, difamar, perseguir, ameaçar e extorquir mediante o uso da notícia como arma.

A técnica consiste em, por exemplo, transformar as manifestações populares progressistas em “carnavais de rua”, criar falsos salvadores, eliminar lideranças, esconder estatísticas, romancear a pobreza e vitimizar a riqueza. Tudo em moldes gigantescos “muito além de Cidadão Kane” (1993), levando a prática do lawfare  até as últimas consequências.

Essa mesma fábrica, ultimamente, ensaia um penhor crítico ao ocupante da presidência da república, um mandrião que ela mesma colocou lá. Trata-se de um falatório tão ridículo quanto óbvio e que não toca em nenhum momento no IMPEACHMENT do ilegítimo. Nessa mesma linha de inutilidades, a fábrica também esconde a eminência parda Paulo Guedes, ministro das “vendas do que não é dele”.

Ora, a troco de que o Sr. Guedes está afundando o país em um mar de carestia, inflação, desemprego e fome? Para onde irá o país nessa onda de vendas dos seus bens mais importantes? Parte das respostas pode ser encontrada na operação Pandora Papers, da qual a Fábrica nada fala, evidentemente. 

Pois consta desta operação o envolvimento do ministro da pobreza nacional investindo sua fortuna em um paraíso fiscal – offshore – na agradável companhia de outros ministros da pobreza de outros países, como Gana, Cazaquistão e Paquistão. No caso do Sr. Guedes, basta consultar o grosso das informações que vêm das Ilhas Virgens Britânicas e abrir o Dreadnoughts  Internacional

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (isso mesmo, neto...), também está envolvido, e outros tantos também, não investigados. Não existe esse tipo de investigação no Brasil por motivos óbvios. Por aqui, crime é sinônimo de favela e tudo mais circundante nas prosas toscas dos sikêras e datenas. Uma ratinização geral.

O Brasil é um banco de sangue administrado por vampiros e, para piorar, Van Helsing morreu de covid-19.

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