“Comigo não tem conchavo”, promete Gleidson Azevedo

Candidato também destacou intenção de articular soluções com a Copasa

Matheus Augusto

O sobrenome já é conhecido em Divinópolis. Em 2018, Cleitinho (CDN) foi eleito deputado estadual com 115.492 votos, o quarto melhor colocado. Agora, seu irmão Gleidson (PSC) também pretende entrar na política, porém, no Executivo. O candidato a prefeito, ao lado da vereadora Janete Aparecida, do mesmo partido que o seu, pretende, com o apoio do irmão, viabilizar investimentos na cidade. Em entrevista ao Agora, ele detalhou suas propostas para a gestão municipal.

Copasa

Tema presente nas campanhas dos candidatos, Gleidson, ao contrário de alguns colegas, não promete a rescisão do contrato com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). 

— O candidato que está prometendo isso está falando mentira porque não tem como, a não ser que a gente queira pegar mais uma dívida rompendo o contrato. Eu, como gestor, na condição de prefeito de Divinópolis, quero fazer a Copasa cumprir o contrato, que ela não faça mais aditivos — afirmou.

Segundo ele, “a população pode ficar tranquila”, pois ele trabalhará para que a Copasa leve água de qualidade aos moradores, especialmente às regiões onde a falta d’água é constante. Outra promessa é cobrar o tratamento de esgoto, “porque o maior bem que a gente tem, o rio Itapecerica, está acabando”. 

— Sem as nascentes, o rio é totalmente esgoto. Isso é uma vergonha — repudiou o candidato.

Para reduzir a poluição nas nascentes, ele propõe a vigilância.

— É simples, é só fiscalizar. Hoje a gente tem o georreferenciamento que é uma tecnologia que leva a poder fiscalizar, principalmente as nossas APPs [Áreas de Preservação Ambiental]  — declarou.

Administração

Eleito, Gleidson se compromete a averiguar possíveis irregularidades de administrações anteriores.

— Eu falo que meu maior plano de governo é fazer uma auditoria dentro da Prefeitura. É moralizar a Prefeitura — detalhou.

Sobre cargos comissionados, o candidato descartou a possibilidade de extinguir todos, mas prometeu reduzir o número atual. A medida fará parte das ações do corte de gastos.

— Eu não vou falar que se eu pudesse eu ia acabar com os cargos comissionados, porque a gente não conhece. Eu pretendo diminuir de 223 cargos comissionados hoje para menos de 100. E, principalmente, vão ser apenas pessoas técnicas, escolhidas a dedo, para elas gerenciarem apenas aquilo que sabem fazer, que esteja na área dela. Diferente de outros candidatos, que agora em época de eleição prometem cargo comissionado e depois estão lá apenas pessoas insignificantes, pessoas dos partidos, que ajudaram na campanha, ex-vereador. Eu pretendo enxugar a máquina pública.

Gleidson ainda destacou a importância de “valorizar quem tem que ser valorizado: o servidor público”.

— Se eu for eleito, eu vou passar, mas o servidor público vai ficar. Eles que têm que ser valorizados — pontuou.

Ensino

“Educação é prioridade e base do meu governo”, ressalta Gleidson. Para ele, a ideia é fazer o plano decenal e investir na educação infantil e na construção de creches.

— A maioria das mães não tem condições de colocar seus filhos em escolas particulares porque é muito caro. (...) É uma vergonha não ter uma creche — cita.

Ele voltou a destacar a educação como pilar de sua gestão.

— Para ser o melhor prefeito do Brasil, eu tenho que fazer com que a educação de Divinópolis seja a melhor do país — argumentou.

Turismo

Durante a entrevista, o representante do PSC falou sobre a importância do seu irmão para auxiliar a articular recursos para investimento na área.

— O próximo prefeito vai ter essas oportunidade de ter a Cruz de Todos os Povos. Eu acho que essa gestão que está lá [na Prefeitura] e nós, como moradores de Divinópolis, não temos noção do que essa cruz representa para a cidade. Eu pretendo, junto com o meu irmão e outro deputados, trazer emendas para que a gente possa fazer o entorno, a infraestrutura do local, que é responsabilidade da Prefeitura — exemplificou, acrescentando sobre a importância da obra para o fortalecimento econômico da cidade.

Segurança

Neste tema, Gleidson pretende criar uma rede entre a secretarias de Saúde e Educação para “as crianças, quando adultas, não entrarem na criminalidade”. A intenção é investir em políticas sociais.

— A gente pretende, primeiramente, trabalhar com a prevenção. Não adianta a gente só querer atacar a criminalidade se a base nossa, a raiz, não tem futuro — disse.

Outros projetos para a área envolvem parcerias com a Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp), Polícia Militar (PM) e governo estadual para aumentar o número de bases móveis na cidade, não apenas nas praças, como também para pontos estratégicos dos bairros”.

Política

Questionado sobre como seria sua relação com o Legislativo, Azevedo afirmou que não atenderá interesses pessoais dos futuros vereadores.

— Comigo não tem conchavo. Eu não vou lotear a Prefeitura com vocês. A gente vai fazer é gestão — reforçou.

Ele ainda criticou a atual legislatura por autorizar o prefeito Galileu Machado (MDB) a solicitar R$ 40 milhões para asfaltar e recapear as vidas da cidade.

— Nesta gestão teve trocas. O Executivo trocou com o Legislativo R$ 40 milhões. Para mim, isso foi a maior vergonha da história de Divinópolis. Esses vereadores não têm noção do que eles fizeram apoiando esse empréstimo que foi totalmente destino a obras eleitoreiras — conclui.

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